Entre os séculos XVI e XVII, muito pouco se sabia no Velho Continente sobre as maravilhas e a diversidade do nosso planeta. Os meios de transporte eram precários, muito mais os meios de comunicação. O conhecimento ficava basicamente restrito ao que se observava localmente.
Graças aos exploradores da época, toda a sorte de material considerado exótico e descoberto em outras terras distantes podia chegar ao mundo civilizado e estes passavam imediatamente a ser considerados maravilhas. Eles eram então expostos no que chamava de Gabinete de Curiosidades, uma espécie de (bis)avô dos museus que temos hoje em dia.
Esses objetos eram classificados em três reinos: animalia, vegetalia ou mineralia. Classificação parecida com a que fazemos atualmente, mas agora desmembrada em outros reinos para abraçar espécies singulares que não se comportavam nesses três originais. Quando o material em questão não podia ser transportado, utilizava-se o recurso da gravura em substituição a esse.
Nesse campo destacou-se Basil Besler (1561-1629), um médico e botânico germânico, que construiu um jardom botânico e um gabinete de curiosidades na cidade de Nuremberg. Deste gabinete, algumas de suas gravuras estão preservadas até hoje, formando uma rica coleção sobre o conhecimento científico da época.
fonte das ilustrações: bibliodyssey.blogspot.com/2006/12/curious-bundle


























