O Homem Pato

Recentemente eu fui com a minha esposa ao cinema, programa que gostamos de fazer juntos às quartas-feiras, para assistir “A Lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos“. É o tipo de filme que ela adora e, devo admitir, gosto também. É um filme bom para fazer sessão pipoca, nada além disso, mas ajuda a relaxar depois de um dia de trabalho. Afinal de contas, cinema é uma arte que pode ser direcionada para cultura, lazer, história e muito mais – isso, porém, fica para uma outra oportunidade.

O que mais me fez gostar do filme foi a citação sobre a cidade de Cíbola, uma das sete cidades de ouro que os conquistadores espanhóis afirmaram ter encontrado durante a exploração da América do Norte durante o século XVI. Instantaneamente, essa passagem fez minha memória resgatar meus tempos de infância, quando eu literalmente viajava por todos os cantos do mundo pelas páginas das histórias em quadrinhos escritas por gênio, pouco conhecido das gerações atuais, chamado Carl Barks.

Literalmente viajava no sentido de leitura. Carl Banks, para quem ele ainda não foi apresentado, era o principal desenhista das histórias em quadrinhos dos estúdios de Walt Disney. Foi ele quem, utilizando sua imaginação quase sem limites, criou rm dos personagens mais famosos, o Tio Patinhas. Além dele, outros que também ficaram conhecidos e dígnos de nota são Prof. Pardal e Lampadinha, Vovó Donalda e Gansolino, Gastão, Irmãos Metralha e Maga Patalógica.

Barks era fascinado por lendas antigas e sempre que possível as utilizava em suas histórias. Isso fez com que ele levasse Tio Patinhas, Donald e seus sobrinhos a explorarem lugares fantásticos como Cíbola, as minas do Rei Salomão, Shangri-lá, Cólquida, Ilha de Creta, Andes e qualquer outro local onde houvesse a menor possibilidade de se encontrar algum tesouro.

Muito do que eu aprendi sobre esses locais se deve a ele e pela forma como sabia desenhar e construir o roteiro. Cultura inútil, talvez, mas nem tanto para uma criança, pois ele soube despertar em mim a curiosidade em buscar aprender mais, a pesquisar e aprender e, aos poucos, fui me tornando autodidata.

Obrigado Barks, pela sua colaboração na formação de meu caráter e na pessoa que sou hoje.

Pintura a óleo retratando a luta entre a Família Pato e as terríveis harpias, guardiãs juntamente com o dragão sem sono do velocino de ouro, na antiga cidade de Cólquida.

Tio Patinhas, ainda jovem, quando participou da corrida do ouro em Klondike, no Território de Yukon – Canadá, no final do século XIX, o que muito o ajudou a começar a levantar sua vasta fortuna.

A Família Pato durante um encontro nada agradável em alto mar com o Holandês Voador.

Tio Patinhas preferia guardar sua fortuna próxima a ele, para ter contato direto e poder praticar seu esporte favorito, natação em moedas.

Uma resposta para “O Homem Pato”

  1. Sidinei Lander S.P. Disse:

    Saudações.

    Meus parabéns!
    Maravilhoso teu post acerca do mestre Carl Barks.
    Uma lástima que as novas gerações não tenham teu apreço e reconhecimento pelo trabalho desse grande artista da 9º Arte.
    As belíssimas pinturas dele que tu postastes em teu blog, tomei a liberdade de baixar para meu PC, afim de usar como fundo de tela… ;)

    Felicidades.

    Cordialmente;

    Sidinei Lander S.P.
    http://a-piramide-de-kukulkan.blogspot.com/

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